Coordenadoria de Vigilância em Saúde e Ambiental

CARAMUJO GIGANTE AFRICANO

ORIENTAÇÕES À POPULAÇÃO

Estamos sofrendo a infestação de uma espécie de caramujo nas residências das proximidades. Trata-se do caramujo-gigante-africano Achatina fulica, chamado erroneamente de “escargot” por criadores e comerciantes.  No entanto, a utilização do nome “escargot” para comercializar a carne desse animal caracteriza-se como fraude e má-fé. Esta espécie tem sido criada como isca para pesca em pesqueiros comerciais (“pesque-pagues”), ao longo dos cursos-d’água. Os criadores, após verificarem que a criação não lhes proporciona grande retorno financeiro, acabam por soltá-los em terrenos baldios, construções abandonadas, etc, onde proliferam intensamente nos períodos mais chuvosos, já que possuem a capacidade de colocar dezenas de ovos por dia.

Além de serem considerados como pragas agrícolas, por devastarem plantações e lavouras diversas, constituem-se também num risco à saúde pública, pois podem hospedar o verme Angiostrongylus costaricensis, causador da angiostrongilíase abdominal, doença grave com centenas de casos já relatados no Brasil, resultando em óbito (morte) por perfuração intestinal com hemorragia abdominal ou quadro de  meningite às vezes levando a cegueira.

Importante: Sintomas da angiostrongilíase abdominal

Ø         Dor abdominal;

Ø         Febre prolongada;

Ø         Falta de apetite;

Ø         Vômitos.

No caso do aparecimento desses sintomas, procurar com urgência o Serviço de Saúde  mais próximo, onde poderão ser realizados exames mais específicos.

Como controlar a praga

O método recomendado de controle desse caramujo envolve:
1. Recolher os animais um a um, sempre tomando o cuidado de proteger as mãos com luvas descartáveis ou sacos plásticos, já que os vermes encontram-se no muco (o “rastro” do caramujo);
2. Mergulhá-los em uma solução de água e sal (para cada litro de água, dissolver 5 colheres de sopa de sal) dentro de uma balde, por cerca de 3 horas. A seguir, colocá-los em sacos de lixo para serem levados para a limpeza pública. Nunca depositá-los vivos no lixo doméstico, pois proliferam em lixões e aterros sanitários, o que aumenta a infestação.

 

Com relação à doença, deve-se tomar cuidado para com os alimentos a serem consumidos crus, lavando-se bem as verduras e frutas. As mãos devem ser lavadas sempre, depois de contato com o solo, do trabalho no campo e nas hortas e jardins.

Não se deve permitir que as crianças brinquem com os caramujos, pois geralmente têm o hábito de colocar as mãos sujas na boca.

 
Foto do Caramujo

Em caso de dúvida entrar em contato com o serviço de vigilância do distrito de saúde.

TELEFONES DE REFERENCIA

CoVisa – F  375350186, 37350187 e 37350233
Vigilância em  Saúde  Leste: F 323542633 e 32547060
Vigilância em Saúde Norte: F 32437454 e 32421186
Vigilância em Saúde Sul : F 32735055 e 32735999
Vigilância Saúde Noroeste: F 32686255 e 32686244

Vigilância Saúde Sudoeste F 32686233 e32686234