Saúde dá continuidade às ações de combate à dengue

05/01/2010

Autor: Assessoria de Imprensa da Saúde

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) da Prefeitura de Campinas está dando continuidade às ações de combate à dengue em todas as regiões do município. O objetivo é evitar o adoecimento da população com ações que vão desde a orientação à comunidade, até a recolha de resíduos que podem se transformar em criadouros do mosquito Aedes aegypti, inseto que transmite a doença. As ações são desenvolvidas por meio da integração de serviços públicos que compõem o Sistema Único de Saúde (SUS) de Campinas e diferentes órgãos da administração municipal.

De acordo com a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) da Secretaria da Saúde de Campinas, trata-se de um conjunto de ações articuladas intersetorialmente pelo Programa de Combate à Dengue para um esforço conjunto de minimizar os riscos de uma explosão de epidemia da dengue. A Secretaria de Saúde divulgou no dia 11 de novembro, resultado do Levantamento Rápido de Índices de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) realizado no final de outubro.

Infestação - O índice – 1,05 - é o maior já identificado no município nessa época do ano desde 2001 e confirma a previsão dos técnicos da Vigilância em Saúde que tinham esta expectativa devido ao inverno chuvoso e com temperaturas mais altas. Esta pesquisa - que consiste em trabalhar áreas, por amostragem, em todas as regiões da cidade - aponta o número de criadouros com larva do Aedes aegypti a cada 100 domicílios. O objetivo é identificar áreas de maior risco de transmissão e intervir para evitar aumento de casos nos meses de calor e chuva. Ao todo, foram visitados 24.911 domicílios. Em 343 foram encontrados criadouros com larvas do mosquito da dengue.

As áreas de maior infestação foram as localizadas na abrangência dos Centros de Saúde Santa Mônica – 6,5 -; Barão Geraldo - 5,8 -; Tancredão – 3,9 -; São Marcos; e União dos Bairros. O LIRAa também aponta quais são os principais criadouros. Em Campinas, o pratinho do vaso de planta continua sendo o mais encontrado. Na região norte, onde se localizam Barão Geraldo, São Marcos e Santa Mônica, os pratinhos de vasos e as plantas que acumulam água, como bromélias, são os criadouros mais importantes.

Nas regiões noroeste, sudoeste e leste são os resíduos inservíveis como pneus, latas, potes e outros. Na sul, os reservatórios de água principalmente nas áreas sem abastecimento regular. Também consistem em importantes criadouros em toda cidade os resíduos de construções e os chamados criadouros fixos como calhas, lajes, caixas d´água, piscinas sem o devido cuidado.

Prevenção - A Vigilância em Saúde recomenda algumas medidas simples para prevenir a infestação pelo mosquito. A população deve evitar acumular água em garrafas, latas, pneus, nas calhas que escoam as águas de chuvas e nas lajes das casas que não são cobertas com telhados. Estes são os locais ideais para o mosquito Aedes aegypti depositar seus ovos.

Retirar os pratos de vasos de plantas, desobstruir as calhas, manter fechados ralos da cozinha e dos banheiros quando não estiverem sendo usados, fechar sacos de lixo, manter lixeiras fechadas, evitar o acúmulo de lixo perto de casa, lavar o suporte de garrafões de água mineral sempre que eles forem trocados e manter fechada a tampa do vaso sanitário de banheiros pouco usados também são medidas que contribuem para manter a dengue distante.

Campinas registrou, em 2009, 189 casos autóctones de dengue. Em 2008, foram 259. Neste momento, não estão sendo registrados casos da doença no município.

Mobilização - A Secretaria Municipal de Saúde mobilizou mais de 150 pessoas, no Hotel Nacional In, nos dias 24 e 27 de novembro, “Oficina de avaliação do Programa Municipal do Controle da Dengue em Campinas”. O encontro, organizado pela Covisa, reuniu profissionais das Vigilâncias em Saúde (Visas), equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), coordenadores distritais e dos Centros de Saúde, além de outros representantes das unidades básicas de saúde e do Centro de Educação dos Trabalhadores da Saúde (CETS).

A oficina teve três eixos temáticos: assistência e vigilância epidemiológica; educação em saúde; e trabalho de campo. “Foi uma ampla troca de experiências e a primeira grande avaliação depois da reformulação no programa ocorrida após a epidemia de 2007, quando foram registrados mais de 11 mil casos. Também foi um momento de reforçar algumas prioridades e manter a rede preparada para o período de maior risco para a doença e comprometida com o objetivo de reduzir os eventuais casos graves e evitar mortes.

Projetos - Durante o evento, também foi realizada a premiação das experiências exitosas no combate à doença, na qual 20 trabalhos foram apresentados e cinco deles premiados. São elas:

. CS Nova América. Uma das experiências vencedoras foi a ‘SOS: O córrego pede socorro”, realizada pelo Centro de Saúde (CS) Nova América, na região sul de Campinas. De acordo com a agente comunitária Solange Andrade Ribeiro, o trabalho com a comunidade no combate a dengue sempre foi positivo. No entanto, a sujeira do córrego persistia e trazia diversos problemas para a saúde dos moradores.

A equipe do CS decidiu, então, reunir-se com a comunidade, poder público e setor privado para realizar a limpeza do local, que acabava sendo um foco para a proliferação do mosquito da dengue e de outros vetores e agravos. “A paixão pelo que fazemos e o trabalho em equipe foram dois itens importantes para o nosso sucesso”, enfatizou a agente.

Com a união de todos, os moradores assumiram a limpeza do córrego, uma empresa cedeu equipamentos e maquinários e a Prefeitura também ajudou com materiais e limpeza. “No dia do mutirão ainda promovemos uma carreata, realizamos brincadeiras, apresentações e atividades educativas. Às vezes a solução está bem próxima e o segredo é a união de forças que resultou na limpeza da área”, falou Solange.

. CS Paranapanema. Outra experiência vencedora foi desenvolvida no Centro Cultural Louis Braile pela equipe do CS Paranapanema, também região sul. “Em um trabalho de campo, encontramos larvas no local e conversamos com os responsáveis para a realização de um trabalho com os funcionários e usuários”, explicou o agente Luiz Carlos Montealto.

Segundo ele, a proposta tratava-se de um grande desafio, já que era necessário criar maneiras dos deficientes visuais conhecerem as fases do mosquito. “Para isso, usamos diversos materiais, como meia de seda, papel cartão, serragem, capim, cola em alto relevo, maquetes e cartazes para reproduzir o ovo, a larva, a pupa e o mosquito adulto”, disse Luiz.

Todos puderam aprender sobre as etapas de vida do inseto, além de participarem de palestras sobre os cuidados a serem tomados para evitar a dengue. “Houve participação efetiva da equipe e foi uma grande satisfação realizar este trabalho”, resumiu.

. Visa Leste - Dois trabalhos da Vigilância em Saúde Leste também foram premiados: Capacitação da Rede e Treinamento de Laboratórios e Centrais de Controle de Infecção Hospitalar em Vigilância Epidemiológica de Dengue.

O trabalho consistiu em convocar os responsáveis técnicos dos serviços para capacitação com objetivo de melhorar as informações, o monitoramento dos pacientes e a comunicação dos serviços com as Visas. Foram atingidos no trabalho 10 unidades básicas de saúde, 1 Pronto Atendimento e oito hospitais e laboratórios.

Com a ação, a Visa conseguiu a melhora na qualidade das informações; o aumento das notificações e, desta forma, a qualificação das ações de campo, que passaram a ser realizadas de forma oportuna; e a comunicação mais ágil e eficiente com outros serviços de saúde.

“Esta ação só foi possível com a interação com a Vigilância Epidemiológica e a equipe de controle de dengue”, disse Tessa Roesler, supervisora geral de dengue da Visa Leste.

. Visa Norte - A Vigilância em Saúde Norte foi premiada com a experiência ‘Uso de ovitrampas no monitoramento do Aedes aegypti no Distrito de Saúde Norte’.

Segundo o biólogo Ovando Provatti, da Visa Norte, no inverno o índice larvário é pouco sensível porque não chove. Portanto, era necessário criar um indicador entomológico que permitisse a priorização de áreas indicando onde as ações de controle deveriam ser realizadas, já que os meses de estiagem – que inclui o inverno – é que constituem o período em que é possível desenvolver um trabalhado mais qualificado para eliminar criadouros.

Por isso, foi criada a ovitrampa, uma armadilha para ovos montada a partir um mecanismo simples: uma caneca, com água e larvicida – para evitar proliferação de larvas - e uma palheta onde a fêmea põe os ovos. Ao reter os ovos, ela indica que no local próximo à armadilha tem fêmeas do Aedes aegypti pondo ovos.

Segundo Ovando, para a criação deste mecanismo foram considerados alguns pontos, entre os quais o fato da fêmea do Aedes aegypti botar ovos tanto no inverno quanto no verão. Também foi levado em conta que trata-se de material de baixo custo, de simples instalação e fácil de ser trabalhado. E o mais importante, não depende de treinamento.

Em 4 meses – de julho a outubro porque a idéia é monitorar o período seco -, foram instaladas 219 ovitrampas em vários pontos a região norte, sendo uma por quarteirão. Se o quarteirão tivesse imóveis especiais ou pontos de risco esse era o local escolhido para instalação.

Neste período, foram coletados 16 mil ovos. Quando a ovitrampa era positiva, os quarteirões eram trabalhados com controle ‘pente fino’ - remoção e inviabilização de criadouros, telamento de caixas d´água, aplicação de larvicida, pesquisa larvária e orientação ao morador.

“O trabalho mostrou que houve uma concordância entre a positividade da ovitrampa e a presença de focos de criadouro com larva – em alguma casa naquele quarteirão era encontrado criadouro com mosquito. Também resultou na retirada de muitos ovos do ambiente e mostrou que o laboratório do Centro de Controle de Zoonoses dá conta de fazer a leitura de forma organizada e com agilidade para toda cidade”, disse Ovando.

Segundo o biólogo, com a experiência foi possível concluir que a ovitrampa é um instrumento de vigilância entomológica de baixo custo, sensível, de fácil operacionalização na rotina e passível de reprodutividade.

“Agora, pretendemos avançar na experiência, com trabalho em escolas, pensando inclusive que na instituição de ensino pode ser realizada uma ação interativa, com a ovitrampa sendo um atrativo – um argumento - para professores, alunos e funcionários se mobilizarem e atuarem contra a dengue. Outro passo é trabalhar com as ovitrampas para avaliar efeitos da nebulização, instalando-as antes e após para avaliar a efetividade”, disse Ovando.

Campinas registrou, em 2009, 189 casos autóctones de dengue. Em 2008, foram 259. Neste momento, não estão sendo registrados casos da doença no município. A Secretaria de Saúde desenvolve ações diárias para prevenir a dengue em Campinas.

Confira a programação de ações de combate à dengue:

Dia 07/01/10 - 5ª feira – 1 caminhão e ajudante (Região Norte) – CS Eulina – Rua Martin Luther King Jr. 286 – Procurar por Nilton às 8h – 1 caminhão e ajudante (Região Norte) – CS São Marcos – Rua: Maria Luiza P. de Camargo, 198 –1 caminhão e ajudante (Região Norte) – CS Anchieta – Av. Papa João Paulo II S/nº

Dia 08/01/10 - 6ª feira – 1 caminhão grande e ajudante (Região Sul) – CS Campo Belo – Jd. Campo Belo I - CS Esmeraldina – Rua: Victor Meirelles, 275 - Procurar por Rafael ou Daniel às 8h30, 1 caminhão grande e ajudante (Região Sul) – CS Orosimbo Maia – Rua: Laerte de Moraes, s/nº – Procurar por Rafael ou Daniel ás 8h30, 1 caminhão pequeno e ajudante (Região Sul).

Dia 11/01/10 - 2ª feira – 2 caminhões e ajudantes (Região Leste) – Distrito Leste – R: Carolina Florence, 836 – Procurar por Sandra ou Kika às 8h.

Dia 12/01/10 - 3ª feira - 2 caminhões e ajudantes (Região Noroeste) -- Distrito Noroeste – R: Jose Rosolem, 751 –Procurar por André ou Denise às 8h até 8h30.

Dia 13/01/10 - 4ª feira – 2 caminhões e ajudantes (Região Sudoeste) – Ar 7 – Av: Das Amoreiras, s/n - Procurar pelo supervisor da Dengue às 8h30.

Dia 14/01/10 - 5ª feira – 1 caminhão e ajudante (Região Norte) – CS Barão Geraldo – Rua Albino J. B. Oliveira, 893 – Procurar por Nilton às 8h – 1 caminhão e ajudante (Região Norte) – CS Santa Barbara – Rua Joaquim T. G. Zambom, 750 – Procurar por Beto às 8h –1 caminhão e ajudante (Região Norte) – CS Cássio Raposo – Av: Comendador Aladino Selmi, 2551 - Procurar por Beto ou Nilton às 8h.

Dia 15/01/10 - 6ª feira – 1 caminhão grande e ajudante (Região Sul) – CS São Vicente – Rua: Francisco A Silva, 365 - Procurar por Rafael ou Daniel às 8h, 1 caminhão grande e ajudante (Região Sul) – CS Figueira - Rua Jeronimo Tognolo, 77 – Procurar por Rafael ou Daniel às 8h30 (Região Sul) – retirada de pneus.

Dia 18/01/10 - 2ª feira – 2 caminhões e ajudantes (Região Leste) – Distrito Leste – R: Carolina Florence, 836 – Procurar por Sandra ou Kika às 8h.

Dia 19/01/10 - 3ª feira - 2 caminhões e ajudantes (Região Noroeste) -- Distrito Noroeste – R: Jose Rosolem, 751 –Procurar por André ou Denise às 8h até 8h30.

Dia 20/01/10 - 4ª feira – 2 caminhões e ajudantes (Região Sudoeste) – Ar 7 – Av: Das Amoreiras, s/n - Procurar pelo supervisor da Dengue às 8h30.

Dia 21/01/10 - 5ª feira – 1 caminhão e ajudante (Região Norte) – CS Santa Mônica – Rua – Olivio Manoel de Camargo, 297 – 1 caminhão e ajudante (Região Norte) – CS Boa Vista – Rua: Das Acácias, 600 –1 caminhão e ajudante (Região Norte) – CS Aurélia – Rua Licinia T. Souza, 331- Procurar por Beto ou Nilton às 8h.

Dia 22/01/10 - 6ª feira – 1 caminhão grande e ajudantes (Região Sul) – CS Orosimbo Maia – Rua: Laerte de Moraes, s/nº – 1 caminhão grande e ajudantes (Região Sul) – CS Paranapanema – Rua: Boaventura Lemos, 590 – 1 caminhão pequeno e ajudante (Região Sul) – CS São José – Av: José Carlos do Amaral Galvão, 184.

Dia 25/01/10 - 2ª feira – 2 caminhões e ajudantes (Região Leste) – Distrito Leste – R: Carolina Florence, 836 – Procurar por Sandra ou Kika às 8h.

Dia 26/01/10 - 3ª feira - 2 caminhões e ajudantes (Região Noroeste) - Distrito Noroeste – R: Jose Rosolem, 751 –Procurar por André ou Denise às 8h até 8h30.

Dia 27/01/10 - 4ª feira – 2 caminhões e ajudantes (Região Sudoeste) – Ar 7 – Av: Das Amoreiras, s/n - Procurar pelo supervisor da Dengue às 8h30.

Dia 28/01/10 - 5ª feira – 1 caminhão e ajudante (Região Norte) – CS Eulina – Rua Martin Luther King Jr. 286 – Procurar por Nilton às 8h – 1 caminhão e ajudante (Região Norte) – CS São Marcos – Rua: Maria Luiza P. de Camargo, 198 –1 caminhão e ajudante (Região Norte) – CS Anchieta – Av. Papa João Paulo II S/nº.

Dia 29/01/10 - 6ª feira – 1 caminhão grande e ajudantes (Região Sul) – CS Campo Belo – Jardim Campo Belo I – 1 caminhão grande e ajudantes (Região Sul) – CS Carvalho de Moura – Rua: Celso Luglio, s/nº – 1 caminhão pequeno e ajudante (Região Sul) – CS São José – Av: José Carlos do Amaral Galvão, 184.

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