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01/12/2016

Notícia - Bloqueio contra a raiva começa na segunda, dia 5, na região da Vila União

 

A partir desta segunda-feira, dia 5 de dezembro, a Secretaria de Saúde promove ação de bloqueio contra a raiva animal na área do Centro de Saúde Santa Lúcia, no entorno do Parque Vila União. Prevista para realização em duas etapas, a atividade envolverá, no total, cinco mil imóveis. 

O trabalho envolverá 45 profissionais, divididos em 12 equipes, que visitarão, na primeira fase, começando na segunda-feira, 2,5 mil imóveis . Nesses locais, as equipes farão ações educativas e de orientação contra a raiva, doença fatal tanto para seres humanos quanto para cães e gatos domésticos.  

A atividade está programada para segunda no período da manhã e da tarde; terça-feira, dia 6, à tarde, e quarta-feira, dia 7, até que todas as casas tenham sido visitadas. Agentes irão também às escolas para orientar alunos, professores e funcionários sobre formas de prevenir a raiva. 

Além de conversar com os moradores, profissionais da Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ) também vão vacinar cães e gatos acima de três meses que morem nas residências localizadas no entorno da ação. “Ao abordarmos os moradores, vamos explicar a importância do morcego na transmissão da raiva e reforçar que é fundamental que o morador entre em contato com a UVZ caso encontre um morcego com comportamento anormal”, explica a médica veterinária da UVZ Tosca de Lucca. 

Segundo a médica, um morcego pode estar infectado com o vírus da raiva se estiver pendurado em local não habitual, voando durante o dia ou caído no chão. Caso alguém encontre o animal em situação como estas, deve acionar imediatamente a UVZ pelos telefones 3245.1219, 3245.2268 ou 3245.1400. 

E não só moradores devem ficar atentos. A médica da UVZ ressalta que também é importante que os veterinários de clínica particulares notifiquem a Vigilância caso atendam um animal que apresente problemas neurológicos seguido de óbito em curto espaço de tempo. Isso pode acontecer, segundo ela, porque o cão ou o gato são portadores do vírus da doença. 

“Ao notificar a UVZ, vamos recolher o animal para testes para a raiva e, em caso positivo, faremos o bloqueio para evitar a contaminação”, explica Tosca. No site da Prefeitura está dísponível o formulário de notificação para os profissionais veterinários, que pode ser acessado por meio do link http://www.saude.campinas.sp.gov.br/saude/

 

Segunda fase do bloqueio 

Continuando as medidas de bloqueio contra a raiva na região do CS Santa Lúcia, outras 2,5 mil casas serão visitadas para atividades educativas e de orientação. Os agentes da UVZ farão também, nesses locais, um levantamento de quantos cães e gatos moram nas casas.  

Os donos dos animais serão orientados a levar os bichos em um dos três postos fixos de vacinação que serão montados nesta região no dia 17 de dezembro, para receber um reforço da vacina, mesmo que os animais já tenham sido vacinados ou se o dono não lembrar se o seu bicho foi imunizado.  

 

Caso 

O bloqueio contra raiva na área de atuação do CS Santa Lúcia foi desencadeado depois da confirmação, na última sexta-feira, pelo Instituto Pasteur, de raiva em um gato que apareceu em uma casa no Residencial Parque Vila União.  

No dia 1º de novembro, o gato entrou no imóvel e foi logo acuado pelos três cachorros da moradora, que foi tirar o felino do meio dos cães. Ela acabou atacada pelo gato e saiu para procurar ajuda imediatamente no Centro de Saúde. Recebeu uma dose de vacina. Quando ela voltou para casa, encontrou o gato morto.  

O animal foi retirado pela UVZ e levado para testes. A moradora passa bem e tomou um reforço da vacina assim que saiu a confirmação de que o gato intruso estava com raiva. Os cachorros e mais um gato que moram na residência tomaram vacina e ficarão em observação pelos próximos 180 dias. 

 

Raiva em Campinas 

Em 2015, Campinas registrou um caso de raiva canina, 33 anos após o último registro em animais dessa espécie. O isolamento viral indicou que o cão foi infectado com o vírus da raiva transmitido por morcegos. Nesse mesmo ano, seis morcegos foram diagnosticados com a doença. Em 2016, até agora, foram 12 morcegos positivos para raiva.  

Em 2014, depois de 15 anos, foi registrado um caso de raiva felina.

A raiva, depois que os sintomas se manifestam, é uma doença letal em 100% dos casos, inclusive nos humanos. Por isso, a vacina anual em cães e gatos é importante.  

Em Campinas, o último caso da doença em humanos aconteceu em 1981.

 

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