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21/12/2016

Notícia - Bloqueio contra a raiva vacina 1.675 cães e gatos na região do Santa Lúcia

 

A Secretaria de Saúde vacinou 1.675 cães e gatos contra a raiva durante ação de bloqueio na região do Centro de Saúde Santa Lúcia, que foi realizada no começo de dezembro. O trabalho foi desencadeado após a confirmação de um caso de raiva em um gato que apareceu em uma residência nesta área. A raiva é uma doença fatal tanto para seres humanos quanto para cães e gatos domésticos.  

Num trabalho conjunto, as equipes da Unidade de Vigilância em Zoonoses, do CS Santa Lúcia e Vigilância em Saúde Sudoeste visitaram duas mil residências no entorno da casa onde foi encontrado o gato doente. Deste total, em 1.375 imóveis os agentes conversaram com os moradores, 309 casas estavam fechadas e 24 pessoas se recusaram a receber as equipes. O trabalho consistiu em visita porta a porta para orientação dos moradores e vacinação dos animais.  

A ação contra a raiva nesta região também abrangeu outras 2.500 casas mais distantes de onde o gato foi encontrado. Nessa segunda etapa, foram distribuídos folhetos informativos e os moradores foram orientados a levar seus animais para vacinar em um dos três postos que foram montados no último sábado na região.  

A veterinária da UVZ, Tosca de Lucca, explica como foi realizada a atividade de bloqueio. “Ao abordarmos os moradores, explicamos a importância do morcego na transmissão da raiva e reforçamos que é fundamental que o morador entre em contato com a UVZ caso encontre um morcego com comportamento anormal”, esclarece ela. Segundo a médica, um morcego pode estar infectado com o vírus da raiva se estiver pendurado em local não habitual, voando durante o dia ou caído no chão. Caso alguém encontre o animal em situação como estas, deve acionar imediatamente a UVZ pelos telefones 3245.1219, 3245.2268 ou 3245.1400. 

Segundo Tosca, também é importante que os veterinários de clínicas particulares notifiquem a Vigilância caso atendam um animal que apresente problemas neurológicos seguido de óbito em curto espaço de tempo. Isso pode acontecer, segundo ela, porque o cão ou o gato podem estar infectados com o vírus da doença. “Ao notificar a UVZ, vamos recolher o animal para testes para a raiva e, em caso positivo, faremos o bloqueio para evitar a contaminação”, explica Tosca. No site da Prefeitura está dísponível o formulário de notificação para os profissionais veterinários, que pode ser acessado por meio do link http://www.saude.campinas.sp.gov.br/saude/.

 

Caso 

O bloqueio contra raiva na área de atuação do CS Santa Lúcia foi desencadeado depois da confirmação da doença em um gato que apareceu em uma casa no Residencial Parque Vila União. No dia 1º de novembro, o gato entrou no imóvel e foi acuado pelos três cachorros da moradora, que foi tirar o felino do meio dos cães. Ela acabou atacada pelo gato e saiu para procurar ajuda imediatamente no Centro de Saúde. Recebeu uma dose de vacina. Quando ela voltou para casa, encontrou o gato morto. O animal foi retirado pela UVZ e levado para testes. A moradora e seus cachorros e gatos tomaram vacina. Ela passa bem e seus animais estão em observação pelos próximos 180 dias.

 

Raiva em Campinas 

Em 2015, Campinas registrou um caso de raiva canina, 33 anos após o último registro em animais dessa espécie. O isolamento viral indicou que o cão foi infectado com o vírus da raiva transmitido por morcegos. Nesse mesmo ano, seis morcegos foram diagnosticados com a doença. Em 2016, até agora, foram 12 morcegos positivos para raiva. Em 2014, depois de 15 anos, foi registrado um caso de raiva felina. 

A raiva, depois que os sintomas se manifestam, é uma doença letal em 100% dos casos, inclusive nos humanos. Por isso, a vacina anual em cães e gatos é importante. Em Campinas, o último caso da doença em humanos aconteceu em 1981.

 

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Crédito: Arquivo PMC
Ação de bloqueio desencadeou visita a duas mil residências