Programa Municipal de Tabagismo

A. Objetivos do Programa Municipal de Tabagismo

B. Unidades com Atendimento disponível

C. Prevalência em Campinas

D. Tabagismo no Brasil

E. Tabagismo no Mundo

F. Doenças Associadas ao uso do tabaco

G. Benefícios de parar de fumar

A. Objetivos do Programa Municipal de Tabagismo

Os objetivos do Programa Municipal de Tabagismo da Secretaria de Saúde de Campinas incluem reduzir a prevalência de fumantes passivos e ativos e suas consequências em doenças, mortes, sequelas e aposentadorias precoces na população. Estes objetivos são alcançados por: ações de prevenção da iniciação ao tabagismo, principalmente entre jovens; estímulo à cessação de fumar; proteção da população da exposição à fumaça ambiental do tabaco; redução dos danos individuais e sociais causados pelos produtos derivados do tabaco.

Além das ações em unidades de saúde, ambientes de trabalho e escolas, o município vem se empenhando na ampliação da estratégia de abordagem e tratamento do tabagismo no Sistema Único de Saúde (SUS) e já conta com profissionais aptos no atendimento em 26 unidades de saúde.

B. Unidades com Atendimento disponível

Os atendimentos a pessoas tabagistas são oferecidos nas unidades de saúde abaixo. O usuário deve entrar em contato com o Centro de Saúde mais próximo de sua residência em Campinas. Caso este não estiver ainda listado abaixo, favor contatar o CAPS AD Reviver, que atenderá independentemente de sua residência, com equipe capacitada para atender tabagistas ativos e passivos. Neste Portal estão disponíveis os endereços e telefones das unidades de saúde.
 

> Distrito de Saúde Leste:
>> CAPS AD Reviver
>> Centros de Saúde: Centro, Costa e Silva, São Quirino
 
> Distrito de Saúde Noroeste:
>> Centros de Saúde: Integração, Ipaussurama
 
> Distrito de Saúde Norte:
>> Ambulatório da CEASA
>> Centros de Saúde: Barão Geraldo, Jardim Aurélia, Padre Anchieta, São Marcos
 
> Distrito de Saúde Sudoeste:
>> Complexo Hospitalar Ouro Verde
>> Centros de Saúde: Jardim Aeroporto, Santo Antônio, São Cristóvão
 
> Distrito de Saúde Sul:
>> CAPS AD Independência
>> Centros de Saúde: Carvalho de Moura, Nova América, Orosimbo Maia, Paranapanema, Parque da Figueira, Santa Odila, São José, Vila Ipê, Vila Rica, Faria Lima

C. Prevalência em Campinas

A prevalência do hábito de fumar em Campinas, entre as pessoas com dezoito anos ou mais, foi de 22,7%, sendo 24,9% nos homens e 20,7% nas mulheres, no início desta década. Estes porcentuais são próximos aos observados no município de São Paulo. Os dados constam no livro "As Dimensões da Saúde - Inquérito Populacional em Campinas", lançado em 2008, e que tem como base dados gerados pelo Inquérito Multicêntrico de Saúde (Projeto ISA-SP).

A análise apresentada na publicação também aponta a exposição precoce ao tabaco em Campinas. Aproximadamente oitenta e cinco por cento dos fumantes iniciaram-se no tabagismo antes dos 20 anos e 42,5% antes dos 15 anos. No Brasil, de acordo com pesquisa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) de 2004, mais de 63% dos fumantes haviam iniciado o consumo antes dos 20 anos de idade, dependendo da capital estudada.

Segundo a escolaridade, a prevalência de fumantes em Campinas, entre pessoas com 20 a 49 anos de idade, verificou-se frequência do tabagismo crescente com a redução do nível de escolaridade, tanto entre homens como entre mulheres. A prevalência de fumantes em homens com menos de quatro anos de estudo (59,3%) foi 2,5 vezes maior que a observada nos de maior escolaridade (23%). As mulheres com menos anos de estudo (47,19%) fumam quase seis vezes mais que as com doze ou mais anos (8,11%).

O livro também aponta que em Campinas existe uma forte associação entre tabagismo e precariedade de moradia. A prevalência de fumantes foi maior entre os residentes em barracos para ambos os sexos, atingindo 79,8% entre homens e 33% nas mulheres.

Iniciou-se em 2008, e continua em andamento, nova pesquisa sobre prevalência do tabagismo em Campinas e fatores a ele relacionados.

D.  Tabagismo no Brasil

- No Brasil, 200 mil mortes anuais são causadas pelo tabagismo.

- Hoje, 16% da população brasileira adulta é fumante. Isso representa uma diminuição de quase 50% no número de fumantes desde 1989.

- Os homens apresentaram prevalências mais elevadas de fumantes do que as mulheres.

- A concentração de fumantes é maior entre as pessoas com menos de oito anos de estudo do que entre pessoas com oito ou mais anos de estudo.

- O cigarro brasileiro é o 6º mais barato do mundo.

- Cerca de 8% dos gastos com internação e quimioterapia no Sistema Único de Saúde são atribuídos a 32 das doenças relacionadas ao consumo do tabaco. Somente com esses dois procedimentos, o governo gasta R$ 338,6 milhões, segundo dados publicados em 2008.

E. Tabagismo no Mundo

- Evidenciado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em todo o mundo, o tabagismo ativo é a primeira causa de morte prematura evitável; o tabagismo passivo, a terceira.

- Doenças, sequelas e mortes prematuras, além de aposentadorias em plena idade produtiva, contraídas no ambiente de trabalho, de lazer, de estudo ou em casa, são frequentemente associadas ao tabagismo passivo.

- A OMS estima que 1 bilhão e 200 milhões de indivíduos no mundo sejam fumantes ativos.

- Os homens também apresentaram prevalências mais elevadas de fumantes do que as mulheres.

- Dados levantados pelo Ministério da Saúde do Brasil apontam Curitiba e Porto Alegre com iniciação mais precoce no tabagismo entre meninas comparado a meninos.

- O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4,9 milhões de mortes anuais no início desta década. Esse número aumentará para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, se a prevalência de fumantes passivos e ativos não diminuir significativamente nos próximos anos.

F. Doenças Associadas ao uso do tabaco

São mais de 50 doenças relacionadas ao consumo do tabaco. O tabagismo está relacionado a:

- 25% das mortes causadas por doença coronariana - angina e infarto do miocárdio;

- 45% das mortes causadas por doença coronariana na faixa etária abaixo dos 60 anos;

- 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo de 65 anos;

- 85% das mortes causadas por bronquite e enfisema;

- 90% dos casos de câncer no pulmão;

- 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero);

- 25% das doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral).

O Tabagismo ainda pode causar

- impotência sexual no homem;

- complicações na gravidez;

- recém-nascidos com partos prematuros e com baixo peso;

- aneurismas arteriais;

- úlcera do aparelho digestivo;

- infecções respiratórias,

Fumantes passivos - de fetos a idosos - vivendo em ambientes com um ou mais fumantes em suas proximidades em residências, locais de trabalho, escolas, áreas de lazer têm maior probabilidade de contraírem doenças, incluindo vários tipos de câncer, patologias respiratórias, etc. Crianças fumantes passivas têm mais frequentemente deficiências escolares que as não expostas a este risco no prédio ou terreno de suas residências.

Estatísticas revelam que os fumantes comparados aos não fumantes, apresentam um risco:

 - 10 vezes maior de adoecer de câncer de pulmão;

- 5 vezes maior de sofrer infarto;

- 5 vezes maior de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar;

- 2 vezes maior de sofrer derrame cerebral.

G. Benefícios de parar de fumar

Depois que um fumante deixa de fumar:

- Após 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal;

- Após 2 horas, não há mais nicotina circulando no sangue;

- Após 8 horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza;

- Após 12 a 24 horas, os pulmões já funcionam melhor;

- Após 2 dias, o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar já percebe melhor o sabor da comida;

- Após 3 semanas, a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora;

- Após 1 ano, o risco de morte por infarto do miocárdio já foi reduzido à metade;

- Após 5 a 10 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram.